Era uma tarde de domingo do mês de dezembro de 1996, quando, com entusiasmo, abri uma das mais populares revistas evangélicas do país: a Seara. Quarentona e com uma nova roupagem, ela trazia matérias e artigos interessantes. Ao folheá-la, deparei-me, na página 15, com o artigo "Há vida fora da Terra?", e por ser um assunto relacionado à criação do Universo — objeto de minhas pesquisas há alguns anos — passei a lê-lo.Como jovens iniciantes, estávamos ávidos por referenciais paradigmáticos e, geralmente, nessa fase, imita-se quem está em tela, na "crista da onda" e em destaque; logo, vê-se como essa sabedoria popular evangélica foi se alastrando.
É realmente intrigante como as coisas acontecem na economia divina. Na época em que apresentei para os companheiros o artigo "Cuidado com os velhos chavões", alguns não gostaram de ver as suas "verdades bíblicas" desconstruídas. Com prazer, anos depois, um deles, veio mostrar-me o livro Erros que os Pregadores Devem Evitar. Era nítida e inconfundível a empolgação do meu amigo e irmão, ao "descobrir" as gafes predicais dos oradores famosos.
Neste livro, o pastor Ciro — lamentavelmente — diagnostica e constata que desde a publicação de Erros que os Pregadores Devem Evitar quase nada melhorou na qualidade das mensagens pregadas em eventos de massa e grandes concentrações. Os maneirismos, as frases de efeito, os lugares-comuns, os jargões e demais superficialismos grassam nos púlpitos brasileiros e, infelizmente, fazem escola entre os pregadores mais jovens.
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